As mudanças são sempre bem-vindas. Criam uma nova dinâmica, introduzem um novo ar, desencadeiam uma nova postura do nosso ser e fazem-nos descobrir um novo mundo. Adeus às ideias obsoletas (gosto muito desta palavra), olá às novas aprendizagens.
A esta altura devem-se interrogar sobre as formas de mudanças que estou a experiênciar. E podem ser, dentro da vossa imaginação, as mais variadas, tendo em conta que a última discussão girou em torno das mudanças e respectiva metaformose. Mas não.
As mudanças a que me refiro não têm nada de poético, nem de sapiência... Resumem-se a uma coisa idiota que tem de se fazer, mas que num futuro próximo (assim o espero) possa ser feito através do poder da mente, concretizando-se fisicamente.
Mudança de casa!
Nunca na minha vida vi tantos caixotes, embalei tantos copos e pratos que - note-se -previamente foram envoltos numa simpática folhinha de jornal para não se partirem e serem todos lavados depois disso. Depois há a roupa, os livros, o calçado, os cds e mais trinta mil tarecos que irritam.
Comecei a minha mudança pelo que iria dar mais trabalho dada a quantidade e o prazer que tenho por eles: os livros. Depois foram os cds e agora... já quase que não falta nada. Posso sobreviver muito bem sem o resto... pensava eu. Até perceber que, quando se sai de uma casa onde se viveu mais de duas décadas, há coisas lá que são essenciais e que eram "partilhadas" pelos habitantes de lá - não se ponham com ideias tortas!
Falo por exemplo de detergentes! lololol
E agora numa casa nova é preciso comprar do zero. E são caros! Caríssimos!!!
Enfim, peço encarecidamente a todos os Einsteins deste planeta (e dos outros que também podem participar) para descobrirem com um pouco mais de aceleramento a grande capacidade humana, nomeadamente o poder da mente. E isto antes que eu faça uma nova mudança, please. É tão mais fácil saber o que queremos, visualizarmos mentalmente e ela realizar-se... claro que tira o prazer do percorrer o caminho, mas nalgumas situações - nomeadamente esta particularmente - esse percorrer é perfeitamente dispensável. Sei o que quero e onde quero. Se pudesse utilizar o poder da mente, estava já tudo perfeitinho.
Enquanto não é possível... caixotes, caixotes, caixotes... estou fartinha, fartinha disto!
terça-feira, 19 de agosto de 2008
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Metamorfose (II)
Considero a metamorfose como algo inato ao ser humano. Faz parte da nossa própria natureza. Tal como uma repelente larva se transforma numa esbelta borboleta, também nós, seres frágeis, nos transformamos (nem sempre em consonância com conceito «esbelto», é certo, mas tudo na vida tem razão de ser...).São os atalhos pelas errâncias da vida que nos levam ao verdadeiro caminho daquela que é a nossa missão. Defendo a velha máxima de que nada na vida surge por acaso. E é nesta «escola» constante que aprendemos a dominar os medos e a enfrentar o desconhecido. Só temos de estudar bem a lição (que é como quem diz, ir ao encontro das oportunidades e saber aproveitá-las ao máximo).
Eis a razão porque «as águas de um rio nunca são as mesmas num mesmo lugar». Também não é à toa certas espécies de peixes procuram o lugar mais adequado, nesses gigantes oceanos, para cumprirem a sua missão. Nascem, crescem e reproduzem-se sempre em coordenadas diferentes. Muitas vezes, nadam contra a própria corrente. Mas conseguem.
Tudo isto é metamorfose. Ela é o ADN da vida. E também nós nos transformamos. O que hoje damos como adquirido, amanhã pode ser radicalmente oposto às nossas pretensões. Pena que muitas vezes as pessoas precisem de perder algo para lhe dar o devido valor. A perda é, sem dúvida, a dor provocada pela metamorfose. Por isso, cada coisa a seu tempo. Vamos saborear o dia de hoje, pensando que o de amanhã ainda vai ser melhor. Se não for, temos pelo menos a certeza que o anterior foi bem aproveitado. Haja fé. Muita.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Metamorfose
A metamorfose está ligada à mudança de hábitos ou de habitats. As duas situações têm reflexo nos humanos (se quisermos aplicar também a nós este conceito). O mais intrigante é, de facto, a mudança - metamorfose - dos pensamentos e das emoções das pessoas.
Sou totalmente apologista da metamorfose e até desculpo algumas das minhas atitudes, alegando o meu processo de metamorfose em acção.
Não percebo como muitas das pessoas têm a certeza do que dizem e do que pensam tão afincadamente. Também defendo as minhas ideias/ideais mas plenamente consciente de que amanhã pode surgir alguém ou algo que derrube o que antes alegava - o que para alguns é interpretado como fraqueza da minha parte.
Assustam-me cenários completamente delineados e sem abertura para "imprevistos". A rigidez e pouca flexibilidade ou adaptabilidade às mudanças causa-me pânico. Afinal, como é possível agir desse modo se somos um ser social e temos de interagir/fazer jogo de cintura com as opções dos outros?
Devo deixar aqui a minha máxima dos últimos tempos que li ou ouvi não sei onde, mas que guardei... "As águas de um rio nunca são as mesmas no mesmo lugar." É, de facto, tudo uma questão de metamorfose.
Além disso, devo confessar que gosto da palavra... rica, complexa, com uma sonoridade sólida, contrariamente ao seu significado e reflexo que nos tira o chão algumas vezes.
Nota sobre a imagem: Léxico Metamorfoseado, pintura de Luís Athouguia
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Objectivos: sim ou não?
Não tenho objectivos. Nem um? Nenhum! Parece impossível, mas é verdade.
E quando digo que não tenho objectivos e as pessoas ficam com aquele ar de «dizes isso, mas alguns objectivos deves ter, certamente», acrescento de imediato que já fui ao psiquiatra, sendo o meu motivo de consulta: o não ter objectivos (o que comparativamente a outros humanos não será uma postura muito normal - penso eu - e por isso foi factor decisivo para ir à consulta).
Na adolescência há muitos objectivos. Lembro que a dada altura, as conversas giravam em torno da casa, do casamento, do vestido de casamento, dos filhos, da carreira, blá blá blá.
Atenção, não acho que sejam temas fúteis - talvez um pouquinho apenas - mas nunca fizeram parte dos meus objectivos e continuam a não fazer.
Vivo um dia de cada vez. Nem consigo programar o amanhã - talvez apenas saber se vou ter reuniões ou não e pouco mais. A nível pessoal é a desprogramação total. Se apetece, apetece, senão não.
Os exemplos mais claros que posso dar são os seguintes:
1) Nunca soube bem o que queria ser quando fosse grande - e ainda não sei. Quis ser bióloga marinha, quis ser veterinária, quis ser advogada e no último instante da candidatura ao ensino superior... bora lá ser jornalista! Curioso: os meus testes de aptidão deram quase 100% para electrotecnia! E sem dúvida que gosto da área.
Conclusão: ainda hoje sinto que se estivesse noutra área iria estar bem. Por isso, quando me perguntam o que é que eu quero ser quando for grande, respondo que a pergunta certa é se eu gosto do que faço e aí a resposta é sim! Mas sinto que se estivesse noutra área, também iria gostar.
2) O segundo exemplo pode não ser muito credível para algumas pessoas mais cépticas, mas fica registado na mesma. Muitos já tiveram a curiosidade de ir alguém que lesse as cartas, não tanto para ouvir, mas principalmente para ter as respostas às milhares de perguntas que as pessoas aproveitam para fazer.
Conheço muitas pessoas que lêem cartas e sempre tive oportunidade de fazer as milhares perguntas que quis totalmente à vontade. Inclusive tive essas pessoas a dizerem-me "então, que queres saber?". E pronto! Era e sempre foi o atrofio e a atadura geral! Que perguntar? O que é que quero saber? Se o vizinho vai ou não conseguir o emprego, não me interessa, ou seja, a vida dos outros é dos outros. A minha... até à data já sei o que eventualmente poderia querer saber e surpresas, imprevistos estão sempre acontecer e é melhor nem saber previamente. E sem objectivos é difícil saber o que perguntar.
Se tenho sorte porque não crio expectativas e depois não caio de um 12.º andar - como diz o psiquiatra, por outro lado há dias em que não olhar para o futuro não torna fácil a vida no presente.
E vocês têm objectivos? Quais, por exemplo? Só para eu perceber se pela vossa lista imensa de objectivos existem lá alguns que eu possa lembrar de ter também...
E quando digo que não tenho objectivos e as pessoas ficam com aquele ar de «dizes isso, mas alguns objectivos deves ter, certamente», acrescento de imediato que já fui ao psiquiatra, sendo o meu motivo de consulta: o não ter objectivos (o que comparativamente a outros humanos não será uma postura muito normal - penso eu - e por isso foi factor decisivo para ir à consulta).
Na adolescência há muitos objectivos. Lembro que a dada altura, as conversas giravam em torno da casa, do casamento, do vestido de casamento, dos filhos, da carreira, blá blá blá.
Atenção, não acho que sejam temas fúteis - talvez um pouquinho apenas - mas nunca fizeram parte dos meus objectivos e continuam a não fazer.
Vivo um dia de cada vez. Nem consigo programar o amanhã - talvez apenas saber se vou ter reuniões ou não e pouco mais. A nível pessoal é a desprogramação total. Se apetece, apetece, senão não.
Os exemplos mais claros que posso dar são os seguintes:
1) Nunca soube bem o que queria ser quando fosse grande - e ainda não sei. Quis ser bióloga marinha, quis ser veterinária, quis ser advogada e no último instante da candidatura ao ensino superior... bora lá ser jornalista! Curioso: os meus testes de aptidão deram quase 100% para electrotecnia! E sem dúvida que gosto da área.
Conclusão: ainda hoje sinto que se estivesse noutra área iria estar bem. Por isso, quando me perguntam o que é que eu quero ser quando for grande, respondo que a pergunta certa é se eu gosto do que faço e aí a resposta é sim! Mas sinto que se estivesse noutra área, também iria gostar.
2) O segundo exemplo pode não ser muito credível para algumas pessoas mais cépticas, mas fica registado na mesma. Muitos já tiveram a curiosidade de ir alguém que lesse as cartas, não tanto para ouvir, mas principalmente para ter as respostas às milhares de perguntas que as pessoas aproveitam para fazer.
Conheço muitas pessoas que lêem cartas e sempre tive oportunidade de fazer as milhares perguntas que quis totalmente à vontade. Inclusive tive essas pessoas a dizerem-me "então, que queres saber?". E pronto! Era e sempre foi o atrofio e a atadura geral! Que perguntar? O que é que quero saber? Se o vizinho vai ou não conseguir o emprego, não me interessa, ou seja, a vida dos outros é dos outros. A minha... até à data já sei o que eventualmente poderia querer saber e surpresas, imprevistos estão sempre acontecer e é melhor nem saber previamente. E sem objectivos é difícil saber o que perguntar.
Se tenho sorte porque não crio expectativas e depois não caio de um 12.º andar - como diz o psiquiatra, por outro lado há dias em que não olhar para o futuro não torna fácil a vida no presente.
E vocês têm objectivos? Quais, por exemplo? Só para eu perceber se pela vossa lista imensa de objectivos existem lá alguns que eu possa lembrar de ter também...
terça-feira, 15 de julho de 2008
És emotivo ou racional?
Numa visão mais fria, as emoções medem-se qualitativamente e quantitativamente. Uns choram por tudo e por nada, outros irradiam felicidade por tudo e por nada e outros são neutros - ou dizem-se - por tudo e por nada.
Medir quantitativamente e qualitativamente... diga-se a verdade: é sempre um julgamento. Uns porque são demasiado infantis - e uma grande percentagem de mim encaixa neste grupo - porque vibram, irradiam, saltam e batem palmas com a alegria e ficam de cara cerrada, choram e não falam com a tristeza; outros porque não são efusivos e nunca se sabe se estão contentes ou tristes e acham que o "ponto de honra é serem insensíveis", ao que eu acrescento intocáveis. Este último grupo faz-me confusão e só tenho vontade de quebrar as barreiras mentais, racionais e supostamente intelectuais que consolidam as personalidades dessas pessoas.
É suposto tropeçarmos nas emoções segundo a segundo, através dos nossos sentidos. Tudo o que eles captam é processado mentalmente por nós e desencadeia uma sensação (racional + emoção). Até a indiferença é um sentimento e é por isso que a podemos designar como tal.
No fundo, os dois grupos referem-se ao que muito se diz sobre as pessoas quando se tenta caracterizá-las: são emotivas ou são racionais... e nunca... são emotivas e são racionais... Porquê? Porque a elevada percentagem de pertença a um grupo é que classifica de facto a pessoa e impõe-lhe um rótulo. São as regras da sociedade: a maioria é que vence.
Neste contexto, os outros dizem que sou emotiva e tento sempre rebater e constestar e gritar que sou altamente racional! (Sim porque a exclusão de um grupo nunca é aceite da forma mais pacífica por ninguém, incluindo a je.) Mas prosseguindo...
Nem todos permitem a exposição das emoções porque a história/tradição conta-nos que é um sinal de fraqueza. Com os homens, então, há sempre a famosa expressão: "Um homem não chora" e quando são crianças do sexo masculino a dita: "Vá, não chores. Tens de ser um homenzinho". Ora digam lá se neste contexto - e acreditando que já evoluímos um pouquinho - não é ridículo dizer coisas destas? Depois crescem e acham que têm de resolver tudo sozinhos e não revelar as emoções... doutro modo são uns fracos.
A verdade é que contra mim falo. Sou emotiva q.b. porque depois tenho o meu lado mais racional que é de cortar à faca, implacável e tenebroso.
Confesso que quando me sinto bem e alegre sou bobo da corte porque só quero ver todos felizes à minha volta e é a forma que encontro de partilhar - é uma forma estúpida, mas é a que se arranja.
Quando estou chateada/irritada todos conseguem ler na minha cara. Quando estou triste/magoada ninguém se apercebe, nem dou espaço para que façam essa leitura.
Chorar? De alegria pelas pessoas que amo... muitas vezes. Com um livro, uma música, um filme... muitas vezes, mas sem ninguém por perto. De mágoa... poucas vezes e sempre sozinha. Sou um traste neste aspecto e por isso disse que contra mim falava. Não sei chorar ao pé dos outros que amo. Sou implacável e mágoas, tristezas e problemas resolvo sozinha e ponto final. E aqui o racional emerge e a percentagem é mais elevada... (passo a pertencer ao outro grupo e excluo-me dos emotivos).
Resumindo e baralhando: expressem as emoções que os outros agradecem! E onde há emoções há razões por isso não há exclusões (juro que não queria que isto rimasse até porque é demasiado bimbo)
Medir quantitativamente e qualitativamente... diga-se a verdade: é sempre um julgamento. Uns porque são demasiado infantis - e uma grande percentagem de mim encaixa neste grupo - porque vibram, irradiam, saltam e batem palmas com a alegria e ficam de cara cerrada, choram e não falam com a tristeza; outros porque não são efusivos e nunca se sabe se estão contentes ou tristes e acham que o "ponto de honra é serem insensíveis", ao que eu acrescento intocáveis. Este último grupo faz-me confusão e só tenho vontade de quebrar as barreiras mentais, racionais e supostamente intelectuais que consolidam as personalidades dessas pessoas.
É suposto tropeçarmos nas emoções segundo a segundo, através dos nossos sentidos. Tudo o que eles captam é processado mentalmente por nós e desencadeia uma sensação (racional + emoção). Até a indiferença é um sentimento e é por isso que a podemos designar como tal.
No fundo, os dois grupos referem-se ao que muito se diz sobre as pessoas quando se tenta caracterizá-las: são emotivas ou são racionais... e nunca... são emotivas e são racionais... Porquê? Porque a elevada percentagem de pertença a um grupo é que classifica de facto a pessoa e impõe-lhe um rótulo. São as regras da sociedade: a maioria é que vence.
Neste contexto, os outros dizem que sou emotiva e tento sempre rebater e constestar e gritar que sou altamente racional! (Sim porque a exclusão de um grupo nunca é aceite da forma mais pacífica por ninguém, incluindo a je.) Mas prosseguindo...
Nem todos permitem a exposição das emoções porque a história/tradição conta-nos que é um sinal de fraqueza. Com os homens, então, há sempre a famosa expressão: "Um homem não chora" e quando são crianças do sexo masculino a dita: "Vá, não chores. Tens de ser um homenzinho". Ora digam lá se neste contexto - e acreditando que já evoluímos um pouquinho - não é ridículo dizer coisas destas? Depois crescem e acham que têm de resolver tudo sozinhos e não revelar as emoções... doutro modo são uns fracos.
A verdade é que contra mim falo. Sou emotiva q.b. porque depois tenho o meu lado mais racional que é de cortar à faca, implacável e tenebroso.
Confesso que quando me sinto bem e alegre sou bobo da corte porque só quero ver todos felizes à minha volta e é a forma que encontro de partilhar - é uma forma estúpida, mas é a que se arranja.
Quando estou chateada/irritada todos conseguem ler na minha cara. Quando estou triste/magoada ninguém se apercebe, nem dou espaço para que façam essa leitura.
Chorar? De alegria pelas pessoas que amo... muitas vezes. Com um livro, uma música, um filme... muitas vezes, mas sem ninguém por perto. De mágoa... poucas vezes e sempre sozinha. Sou um traste neste aspecto e por isso disse que contra mim falava. Não sei chorar ao pé dos outros que amo. Sou implacável e mágoas, tristezas e problemas resolvo sozinha e ponto final. E aqui o racional emerge e a percentagem é mais elevada... (passo a pertencer ao outro grupo e excluo-me dos emotivos).
Resumindo e baralhando: expressem as emoções que os outros agradecem! E onde há emoções há razões por isso não há exclusões (juro que não queria que isto rimasse até porque é demasiado bimbo)
terça-feira, 8 de julho de 2008
Adeus poemas...
As patas de algumas pessoas fodem à grande o trabalho dos outros!
Então não é que pisaram a minha pen - esse instrumento rico da minha pessoa que contém alguns dados importantes e a minha panóplia de poemas - e fiquei sem possibilidade de vos dar a conhecer mais da minha riqueza interior...
Estou calma... nem foi preciso respirar fundo. Soltei a bela da gargalhada e olhem... que se foda!
Então não é que pisaram a minha pen - esse instrumento rico da minha pessoa que contém alguns dados importantes e a minha panóplia de poemas - e fiquei sem possibilidade de vos dar a conhecer mais da minha riqueza interior...
Estou calma... nem foi preciso respirar fundo. Soltei a bela da gargalhada e olhem... que se foda!
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Quem sou eu?
Quem sou eu?
Não sei. Sinto-me perdida.
Quando estou contigo desintegro-me.
E ao mesmo tempo sou um todo.
Encontras-me nas folhas, na brisa, no mar...
Mas tu não percebes isso.
Tu dizes que sabes quem eu sou.
Eu digo-te que nunca me conseguiste ver como realmente eu sou.
E, afinal, quem sou eu?
Procuras uma resposta naqueles traços mais profundos do meu ser.
Gostava que entendesses a mutabilidade desse meu ser;
A minha capacidade de metamorfose...
Foi isso que viste em mim, não foi?
Foi isso que te conquistou.
E agora...
Agora achas que me conheces;
Que sabes quem eu sou.
Se assim é, queres dizer que perdi o âmago do meu ser?
Responde!
Por que ficas calado?
Esse teu silêncio é esmagador...
Não percebes?
Já nem eu sei quem sou eu.
Um ser iludido?
Ou uma verdadeira ilusão?
Responde!
Quem sou eu?
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