Toda a gente tem um lado, digamos assim, merdoso. Há uns que lutam na lama, em caminhos por onde passam vacas, e outros que acham as caganitas de cabra muito giras (mesmo sem saberem do que se trata). Questão essencial a formular: o sabor assemelha-se ou não aos célebres Conguitos? É uma questão que deixo aqui a quem já teve a feliz experiência de trincar uma deliciosa e estaladiça caganita de cabra.
A experiência de abrir o galinheiro e soltar as bicharada toda é demasiado banal. Não é algo que, decididamente, marque a infância. O mesmo não diria, por exemplo, de uma miúda de 5 anos que depenou um pombo vivo em 4 minutos e 50 segundos (com o restante bando a assistir ao vivo). Apenas porque lhe apeteceu. Confesso que tive pena de não assistir a este animado espectáculo de luz, cor e som.
A cena das barbas de milho também é bastante rebuscada. Mais estonteante ainda é extrair umas folhas secas de parreiras, esmagá-las e, de seguida, colocá-las num belo pedaço de papel cuidadosamente retirado de um saco de farinha de 50 kg com comida para os porcos. O resultado final é um agradável paladar a vegetais secos, aligeirado por um subtil aroma a ração granulada...
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Modelagem
Por mais que goste de estar sozinha e de "estar comigo", confesso que o facto do ser humano ser um ser social tem a sua razão de ser (e todos estes "seres" foram propositados).
A mim, particularmente, dá-me gozo interagir com as pessoas, conversar e fazer algum jogo. Jogo no sentido de modelagem.
Nalgumas mentes o que estou a tentar dizer é o mesmo que vestir capas. Não aprecio tanto esse conceito, até porque nele a questão da flexibilidade não é tão evidente.
Modelagem, barro, mãos, flexibilidade, criar, recriar... isto sim gosto!
O que sinto na interacção com os outros é a capacidade de me distanciar e observar o modelo que estou a construir. É desafiante quanto mais modelos conseguimos construir e também o impacto que temos nos outros. Se estivermos seguros será sempre uma experiência positiva e com resultados favoráveis!
Mentes menos abertas irão pensar que, deste modo, nunca conhecem a identidade da pessoa, o genuíno, a personalidade ou o que lhe quiserem chamar. Não vejo as coisas desse modo até porque na modelagem não entra a mentira - algo que desprezo - ou a falsidade ou o cinismo. Tudo acontece a partir do mesmo barro e esse é puro sem adição de outros componentes. Portanto, o real está lá, a forma que lhe damos é que pode ser diferente.
Outra perspectiva da modelagem é que é "em directo". Não há como planear, como programar porque nunca se sabe quem está à nossa frente. E aqui entra o jogo de cintura, a flexibilidade imediata de começar a criar um modelo para logo a seguir mudar porque o primeiro ia ser furado! Quem mais gosta de trabalhar o barro??
A mim, particularmente, dá-me gozo interagir com as pessoas, conversar e fazer algum jogo. Jogo no sentido de modelagem.
Nalgumas mentes o que estou a tentar dizer é o mesmo que vestir capas. Não aprecio tanto esse conceito, até porque nele a questão da flexibilidade não é tão evidente.
Modelagem, barro, mãos, flexibilidade, criar, recriar... isto sim gosto!
O que sinto na interacção com os outros é a capacidade de me distanciar e observar o modelo que estou a construir. É desafiante quanto mais modelos conseguimos construir e também o impacto que temos nos outros. Se estivermos seguros será sempre uma experiência positiva e com resultados favoráveis!
Mentes menos abertas irão pensar que, deste modo, nunca conhecem a identidade da pessoa, o genuíno, a personalidade ou o que lhe quiserem chamar. Não vejo as coisas desse modo até porque na modelagem não entra a mentira - algo que desprezo - ou a falsidade ou o cinismo. Tudo acontece a partir do mesmo barro e esse é puro sem adição de outros componentes. Portanto, o real está lá, a forma que lhe damos é que pode ser diferente.
Outra perspectiva da modelagem é que é "em directo". Não há como planear, como programar porque nunca se sabe quem está à nossa frente. E aqui entra o jogo de cintura, a flexibilidade imediata de começar a criar um modelo para logo a seguir mudar porque o primeiro ia ser furado! Quem mais gosta de trabalhar o barro??
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
AINDA SOBRE AS DIVAGAÇÕES...
... o post anterior tem uma razão de ser. Foi uma divagação espontânea motivada por factores de natureza variada, num enquadramento meramente pessoal. Em todo o caso, o contexto ajudou a despoletar o sucedido.Imaginem-se no meio do campo, a sentir o cheiro da terra molhada e a trilhar os mesmos caminhos estreitos que percorreram na infância. É uma espécie de «antes» e «depois» que convida a descobrir inúmeras mudanças (começando pelo lugar em si e terminando no indivíduo propriamente dito). Enfim. Nada como a nostalgia (ou a saudade...) para nos limpar a alma e arejar o ego. Neste caso, rodeado por rosmaninhos campestres.
Mas isso agora não vem ao acaso. O que verdadeiramente interessa, isso sim, é que há uma quantidade de "coisas" a evitar quando os vossos filhos forem pequenos.
A saber:
1) Evitar invasões não planeadas ao pomar do vizinho (optar por um serviço de vigia por turnos, entre os amigos, a fim de saber com exactidão as rotinas do proprietário);
2) Jamais tencionar acampar com tendas improvisadas, elaboradas a partir de ramos de eucalipto (estacas e estrutura) e de sacas de farinha para animais de 50 kg, gentilmente cedidas pelo vizinho do nosso melhor amigo após estarem devidamente vazias;
3) Não fumar barbas de milho;
4) Nunca comer sopas instantâneas da Knorr ao pequeno-almoço;
...
(podem adicionar mais loucuras ingénuas à lista)
DIVAGAÇÕES ESPONTÂNEAS
A nostalgia é tanto maior quanto a diferença entre aquilo que fomos e aquilo que somos.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Mudanças
As mudanças são sempre bem-vindas. Criam uma nova dinâmica, introduzem um novo ar, desencadeiam uma nova postura do nosso ser e fazem-nos descobrir um novo mundo. Adeus às ideias obsoletas (gosto muito desta palavra), olá às novas aprendizagens.
A esta altura devem-se interrogar sobre as formas de mudanças que estou a experiênciar. E podem ser, dentro da vossa imaginação, as mais variadas, tendo em conta que a última discussão girou em torno das mudanças e respectiva metaformose. Mas não.
As mudanças a que me refiro não têm nada de poético, nem de sapiência... Resumem-se a uma coisa idiota que tem de se fazer, mas que num futuro próximo (assim o espero) possa ser feito através do poder da mente, concretizando-se fisicamente.
Mudança de casa!
Nunca na minha vida vi tantos caixotes, embalei tantos copos e pratos que - note-se -previamente foram envoltos numa simpática folhinha de jornal para não se partirem e serem todos lavados depois disso. Depois há a roupa, os livros, o calçado, os cds e mais trinta mil tarecos que irritam.
Comecei a minha mudança pelo que iria dar mais trabalho dada a quantidade e o prazer que tenho por eles: os livros. Depois foram os cds e agora... já quase que não falta nada. Posso sobreviver muito bem sem o resto... pensava eu. Até perceber que, quando se sai de uma casa onde se viveu mais de duas décadas, há coisas lá que são essenciais e que eram "partilhadas" pelos habitantes de lá - não se ponham com ideias tortas!
Falo por exemplo de detergentes! lololol
E agora numa casa nova é preciso comprar do zero. E são caros! Caríssimos!!!
Enfim, peço encarecidamente a todos os Einsteins deste planeta (e dos outros que também podem participar) para descobrirem com um pouco mais de aceleramento a grande capacidade humana, nomeadamente o poder da mente. E isto antes que eu faça uma nova mudança, please. É tão mais fácil saber o que queremos, visualizarmos mentalmente e ela realizar-se... claro que tira o prazer do percorrer o caminho, mas nalgumas situações - nomeadamente esta particularmente - esse percorrer é perfeitamente dispensável. Sei o que quero e onde quero. Se pudesse utilizar o poder da mente, estava já tudo perfeitinho.
Enquanto não é possível... caixotes, caixotes, caixotes... estou fartinha, fartinha disto!
A esta altura devem-se interrogar sobre as formas de mudanças que estou a experiênciar. E podem ser, dentro da vossa imaginação, as mais variadas, tendo em conta que a última discussão girou em torno das mudanças e respectiva metaformose. Mas não.
As mudanças a que me refiro não têm nada de poético, nem de sapiência... Resumem-se a uma coisa idiota que tem de se fazer, mas que num futuro próximo (assim o espero) possa ser feito através do poder da mente, concretizando-se fisicamente.
Mudança de casa!
Nunca na minha vida vi tantos caixotes, embalei tantos copos e pratos que - note-se -previamente foram envoltos numa simpática folhinha de jornal para não se partirem e serem todos lavados depois disso. Depois há a roupa, os livros, o calçado, os cds e mais trinta mil tarecos que irritam.
Comecei a minha mudança pelo que iria dar mais trabalho dada a quantidade e o prazer que tenho por eles: os livros. Depois foram os cds e agora... já quase que não falta nada. Posso sobreviver muito bem sem o resto... pensava eu. Até perceber que, quando se sai de uma casa onde se viveu mais de duas décadas, há coisas lá que são essenciais e que eram "partilhadas" pelos habitantes de lá - não se ponham com ideias tortas!
Falo por exemplo de detergentes! lololol
E agora numa casa nova é preciso comprar do zero. E são caros! Caríssimos!!!
Enfim, peço encarecidamente a todos os Einsteins deste planeta (e dos outros que também podem participar) para descobrirem com um pouco mais de aceleramento a grande capacidade humana, nomeadamente o poder da mente. E isto antes que eu faça uma nova mudança, please. É tão mais fácil saber o que queremos, visualizarmos mentalmente e ela realizar-se... claro que tira o prazer do percorrer o caminho, mas nalgumas situações - nomeadamente esta particularmente - esse percorrer é perfeitamente dispensável. Sei o que quero e onde quero. Se pudesse utilizar o poder da mente, estava já tudo perfeitinho.
Enquanto não é possível... caixotes, caixotes, caixotes... estou fartinha, fartinha disto!
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Metamorfose (II)
Considero a metamorfose como algo inato ao ser humano. Faz parte da nossa própria natureza. Tal como uma repelente larva se transforma numa esbelta borboleta, também nós, seres frágeis, nos transformamos (nem sempre em consonância com conceito «esbelto», é certo, mas tudo na vida tem razão de ser...).São os atalhos pelas errâncias da vida que nos levam ao verdadeiro caminho daquela que é a nossa missão. Defendo a velha máxima de que nada na vida surge por acaso. E é nesta «escola» constante que aprendemos a dominar os medos e a enfrentar o desconhecido. Só temos de estudar bem a lição (que é como quem diz, ir ao encontro das oportunidades e saber aproveitá-las ao máximo).
Eis a razão porque «as águas de um rio nunca são as mesmas num mesmo lugar». Também não é à toa certas espécies de peixes procuram o lugar mais adequado, nesses gigantes oceanos, para cumprirem a sua missão. Nascem, crescem e reproduzem-se sempre em coordenadas diferentes. Muitas vezes, nadam contra a própria corrente. Mas conseguem.
Tudo isto é metamorfose. Ela é o ADN da vida. E também nós nos transformamos. O que hoje damos como adquirido, amanhã pode ser radicalmente oposto às nossas pretensões. Pena que muitas vezes as pessoas precisem de perder algo para lhe dar o devido valor. A perda é, sem dúvida, a dor provocada pela metamorfose. Por isso, cada coisa a seu tempo. Vamos saborear o dia de hoje, pensando que o de amanhã ainda vai ser melhor. Se não for, temos pelo menos a certeza que o anterior foi bem aproveitado. Haja fé. Muita.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Metamorfose
A metamorfose está ligada à mudança de hábitos ou de habitats. As duas situações têm reflexo nos humanos (se quisermos aplicar também a nós este conceito). O mais intrigante é, de facto, a mudança - metamorfose - dos pensamentos e das emoções das pessoas.
Sou totalmente apologista da metamorfose e até desculpo algumas das minhas atitudes, alegando o meu processo de metamorfose em acção.
Não percebo como muitas das pessoas têm a certeza do que dizem e do que pensam tão afincadamente. Também defendo as minhas ideias/ideais mas plenamente consciente de que amanhã pode surgir alguém ou algo que derrube o que antes alegava - o que para alguns é interpretado como fraqueza da minha parte.
Assustam-me cenários completamente delineados e sem abertura para "imprevistos". A rigidez e pouca flexibilidade ou adaptabilidade às mudanças causa-me pânico. Afinal, como é possível agir desse modo se somos um ser social e temos de interagir/fazer jogo de cintura com as opções dos outros?
Devo deixar aqui a minha máxima dos últimos tempos que li ou ouvi não sei onde, mas que guardei... "As águas de um rio nunca são as mesmas no mesmo lugar." É, de facto, tudo uma questão de metamorfose.
Além disso, devo confessar que gosto da palavra... rica, complexa, com uma sonoridade sólida, contrariamente ao seu significado e reflexo que nos tira o chão algumas vezes.
Nota sobre a imagem: Léxico Metamorfoseado, pintura de Luís Athouguia
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