Lançaram-me um desafio ou melhor fizeram-me uma pergunta: «O que é que eu tenho de mudar para casar contigo?»
Alerto que a palavra «casar» não é «CASAR». E valha-nos por isso! Nem podia ser de outra forma comigo. Bom... a verdade é que fiquei mesmo a pensar na pergunta! Que raio!
E decidi responder... por partes...
1) os pézinhos...
2) os joelhinhos...
3) os cotovelos... esses cotovelos, bem... não é preciso dizer...
4) os centímetros que faltam na altura, claro!!!
lolol
Meu querido, é tudo uma piada porque tudo se resume a algo que não poderás mudar:
- Não tens o rastilho para me incendiar!
Mas gosto de ti... MUITO!
quinta-feira, 9 de abril de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Confusões à parte...
O meu último post gerou algumas confusões pelo simples comentário «confesso... estou apaixonada». Mas passo a elucidar e espero responder às interrogações que giram na cabeça de algumas pessoas...
Sou assim, digamos que apaixonada em determinados momentos por determinadas "situações" e aplico o termo "apaixonada" de forma abrangente e não limitado à espécie humana, à qual pertenço.
Fico apaixonada por pessoas, sim, fico apaixonada por lugares, sim, fico apaixonada por cheiros, sim, fico apaixonada por palavras, sim, e fico apaixonada por sons, sim.
Banalizo o termo "apaixonada"? Talvez. Mas também prefiro aplicar outras palavras a determinadas "situações". Sou exigente com os conceitos e "apaixonada" parece ser pouco significativo nas outras determinadas "situações". Portanto, não coloquem interrogações se digo que estou apaixonada. É que nem de longe se aplica ao que passa pelas vossas cabecinhas!
Por outro lado, a palavra "apaixonada" serve lindamente para descrever uma sensação boa para mim... algo que faz bem à alma e nos deixa um pouco eufóricos, como uma simples música. Nunca sentiram isso?
Sou assim, digamos que apaixonada em determinados momentos por determinadas "situações" e aplico o termo "apaixonada" de forma abrangente e não limitado à espécie humana, à qual pertenço.
Fico apaixonada por pessoas, sim, fico apaixonada por lugares, sim, fico apaixonada por cheiros, sim, fico apaixonada por palavras, sim, e fico apaixonada por sons, sim.
Banalizo o termo "apaixonada"? Talvez. Mas também prefiro aplicar outras palavras a determinadas "situações". Sou exigente com os conceitos e "apaixonada" parece ser pouco significativo nas outras determinadas "situações". Portanto, não coloquem interrogações se digo que estou apaixonada. É que nem de longe se aplica ao que passa pelas vossas cabecinhas!
Por outro lado, a palavra "apaixonada" serve lindamente para descrever uma sensação boa para mim... algo que faz bem à alma e nos deixa um pouco eufóricos, como uma simples música. Nunca sentiram isso?
sexta-feira, 27 de março de 2009
O teu amor, quando palpita, verdade seja dita, põe rastilho no meu peito
Confesso... estou apaixonada. Certos sons conseguem vibrar dentro de mim e ecoar um fantástico êxtase. Ouvi pela primeira vez este som particular numa viagem e fiquei desperta.
Como sou primitiva em relação às novas tecnologias não consigo colocar aqui o vídeo de modo a que possam ouvir. Fica a letra, mas ouçam. Faz bem à alma! Muito bem!
Bomba Relógio
O teu amor, quando palpita
verdade seja dita
põe rastilho no meu peito
Trinta batidas num só beijo sem defeito
Feito taque o tique
o teu amor rebenta o dique
feito tique o taque
o teu amor passa ao ataque
Feito taque o tique
o teu amor rebenta o dique
feito tique o taque
eu à defesa, ela ao ataque
E toca e foge e toca e foge
é uma bomba-relógio
O teu amor quando palpita
verdade seja dita
faz-me atrasar os ponteiros
como a ostra esconde a pérola aos viveiros
Feito taque o tique
a pérola solta-se a pique
feito tique o taque
faz no coração um baque
Feito taque o tique
a pérola solta-se a pique
feito tique o taque
faz no corpo todo um baque
E toca e foge e toca e foge
é uma bomba-relógio
Nota: Quem canta é Cristina Branco, mas a música - Bomba Relógio - é ao primeiro ouvido familiar... a autoria é de Sérgio Godinho.
Como sou primitiva em relação às novas tecnologias não consigo colocar aqui o vídeo de modo a que possam ouvir. Fica a letra, mas ouçam. Faz bem à alma! Muito bem!
Bomba Relógio
O teu amor, quando palpita
verdade seja dita
põe rastilho no meu peito
Trinta batidas num só beijo sem defeito
Feito taque o tique
o teu amor rebenta o dique
feito tique o taque
o teu amor passa ao ataque
Feito taque o tique
o teu amor rebenta o dique
feito tique o taque
eu à defesa, ela ao ataque
E toca e foge e toca e foge
é uma bomba-relógio
O teu amor quando palpita
verdade seja dita
faz-me atrasar os ponteiros
como a ostra esconde a pérola aos viveiros
Feito taque o tique
a pérola solta-se a pique
feito tique o taque
faz no coração um baque
Feito taque o tique
a pérola solta-se a pique
feito tique o taque
faz no corpo todo um baque
E toca e foge e toca e foge
é uma bomba-relógio
Nota: Quem canta é Cristina Branco, mas a música - Bomba Relógio - é ao primeiro ouvido familiar... a autoria é de Sérgio Godinho.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Entre 'a noite' [intervalo]
2. Andou meio mundo chateado por causa das declarações inflamáveis do Papa, proferidas em Angola, sobre o uso do preservativo. A questão essencial, que há muito já deveria estar a ser discutida, é esta: quem ficou com o cartão de João Paulo II, com as milhas acumuladas?...
3. ...e, já agora, uma pequena dúvida: juntar «Irmã Lúcia» e «pinguim», na mesma frase, soará muito a redundância?
4. Aviso à navegação (quarentonas incluídas): no meu aniversário, agradeço que me ofereçam uma bombista suicida, por favor. Adoro puzzles.
5. Uma última divagação, em forma de pergunta, a fechar: a Ana Malhoa terá mesmo a noção de que, se vivesse na Índia, seria sagrada?
segunda-feira, 23 de março de 2009
A noite (2 de 3)
- Deixo a janela aberta? Disse ele enquanto inspirava uma valente lufada de ar.
- Cheira bem.
- Sim, sim. Fiz eu. Acho que ele não percebeu o cheirete que ficou no quarto quando se descalçou. Já estava agoniada. Meu Deus, ai pró que a filha da Dona Guilhermina estava guardada... Também ninguém me manda aceitar a proposta daqueles malucos lá no bar onde eu trabalho. Mas 100 Euricos são 100 Euricos. Ainda me fiz cara e disse que não vou com qualquer um. E faz assim um:
- Cento e vinte! E riram-se todos ao mesmo tempo e fizeram brindes e abraçaram-se muito contentes. No fim, depois de ter dito ao Senhor Zé, o meu Boss, que tava mal disposta e que tinha que sair mais cedo, eles deram-me as notas dobradas e nem desconfiei. Quer dizer, aqui a filha da minha mãe, que teve muita educação, ao contrário de uns e de outros, até achei que ia ser enganada mas como sou educada nem desembrulhei as notas. Afinal só pagaram 100 Euros e ainda houve um, a rir:
- Ele ainda é virgem e tem trinta e tal anos.
Faz-me falta o dinheiro por isso aceitei. Até o achei simpático. Era gordito e parecia limpinho e agora isto, um fedor que não se pode, valham-me os santos.
Volta-se pra mim começa-me aos beijos muito lambuzados e vira-se:
- Tens preservativos?
Deves pensar que sou uma galdéria, não? Tenho lá essa porcaria! Arranja-os tu se quiseres que eu passo bem sem eles, fiz eu aos gritos. Por acaso até tinha dois porque o meu João, o bófia nortenho com quem eu ando, que vai lá dormir, ás vezes, manda-me os ter porque ás vezes ele esquece-se de os comprar e por isso tenho dois na mala. Aquela porcaria ainda é cara. E estraga-se muito. Também, o meu João, é muito bruto. Mas nem sempre. Ai, acho-lhe tanta piada, quando me entra pelo quarto, a segurar a pila e a sacudi-la para cima e para baixo:
- Bou dar-te cu cáchetéte. Faz ele com aquele ar de malandreco e aquele bigode raquítico assim levantado no canto. Nem sei como é que ele faz aquilo. Mas é bom e o João é muito educado, deixa sempre uma notita na mesa de cabeceira. Ele sabe que a vida tá dificil e faz questão de ajudar como pode. Não é como este gordo pessonhento. Fiquei cheia de cuspo, que nojo. Pôs-se em mim, resfolgou um bocado e assim como veio assim se foi. Nunca vi coisa tão rápida. Nem senti nada valha-me Deus, não sei que coisa era a dele mas grande não era de certeza e no fim, todo transpirado:
- Foi espectacular não foi?
Vamos mas é dormir, que amanhã é dia de verga-a-mola, fiz eu muito depressa, mas de boa me valeu, a filha da Ti Guilhermina não pregou olho a noite inteira com ele a roncar que nem um porco, chiça, triste ideia a minha. A verdade é que o coitado não tem culpas no cartório. Não escolheu ser assim tão feinho e pequenito. Quando acordou olhou-me prós bicos, ainda doiam e estavam tesos do cabrão tanto mos chupar, olhou pra mim e dei-lhe um sorrisinho só para ele não pensar que sou antipática e dei comigo a pensar:
- E eu aqui, armada em puta e ainda com pena do homem. Ora esta!
- Cheira bem.
- Sim, sim. Fiz eu. Acho que ele não percebeu o cheirete que ficou no quarto quando se descalçou. Já estava agoniada. Meu Deus, ai pró que a filha da Dona Guilhermina estava guardada... Também ninguém me manda aceitar a proposta daqueles malucos lá no bar onde eu trabalho. Mas 100 Euricos são 100 Euricos. Ainda me fiz cara e disse que não vou com qualquer um. E faz assim um:
- Cento e vinte! E riram-se todos ao mesmo tempo e fizeram brindes e abraçaram-se muito contentes. No fim, depois de ter dito ao Senhor Zé, o meu Boss, que tava mal disposta e que tinha que sair mais cedo, eles deram-me as notas dobradas e nem desconfiei. Quer dizer, aqui a filha da minha mãe, que teve muita educação, ao contrário de uns e de outros, até achei que ia ser enganada mas como sou educada nem desembrulhei as notas. Afinal só pagaram 100 Euros e ainda houve um, a rir:
- Ele ainda é virgem e tem trinta e tal anos.
Faz-me falta o dinheiro por isso aceitei. Até o achei simpático. Era gordito e parecia limpinho e agora isto, um fedor que não se pode, valham-me os santos.
Volta-se pra mim começa-me aos beijos muito lambuzados e vira-se:
- Tens preservativos?
Deves pensar que sou uma galdéria, não? Tenho lá essa porcaria! Arranja-os tu se quiseres que eu passo bem sem eles, fiz eu aos gritos. Por acaso até tinha dois porque o meu João, o bófia nortenho com quem eu ando, que vai lá dormir, ás vezes, manda-me os ter porque ás vezes ele esquece-se de os comprar e por isso tenho dois na mala. Aquela porcaria ainda é cara. E estraga-se muito. Também, o meu João, é muito bruto. Mas nem sempre. Ai, acho-lhe tanta piada, quando me entra pelo quarto, a segurar a pila e a sacudi-la para cima e para baixo:
- Bou dar-te cu cáchetéte. Faz ele com aquele ar de malandreco e aquele bigode raquítico assim levantado no canto. Nem sei como é que ele faz aquilo. Mas é bom e o João é muito educado, deixa sempre uma notita na mesa de cabeceira. Ele sabe que a vida tá dificil e faz questão de ajudar como pode. Não é como este gordo pessonhento. Fiquei cheia de cuspo, que nojo. Pôs-se em mim, resfolgou um bocado e assim como veio assim se foi. Nunca vi coisa tão rápida. Nem senti nada valha-me Deus, não sei que coisa era a dele mas grande não era de certeza e no fim, todo transpirado:
- Foi espectacular não foi?
Vamos mas é dormir, que amanhã é dia de verga-a-mola, fiz eu muito depressa, mas de boa me valeu, a filha da Ti Guilhermina não pregou olho a noite inteira com ele a roncar que nem um porco, chiça, triste ideia a minha. A verdade é que o coitado não tem culpas no cartório. Não escolheu ser assim tão feinho e pequenito. Quando acordou olhou-me prós bicos, ainda doiam e estavam tesos do cabrão tanto mos chupar, olhou pra mim e dei-lhe um sorrisinho só para ele não pensar que sou antipática e dei comigo a pensar:
- E eu aqui, armada em puta e ainda com pena do homem. Ora esta!
sábado, 21 de março de 2009
A manhã (1 de 3)
A luz forte acorda-me, invasora. Cego momentaneamente. A cortina de cor clara, dança sensual nos braços da brisa que entra, janela adentro.
Aprumo o olhar sobre o corpo inerte a meu lado que, em surdina, respira pé-ante-pé. A sua pele jovem, feita de texturas complicadas esconde-se, em parte, no branco alvo da cama aveludada. Duas covinhas paralelas, simétricas, olham-me fixamente do alto dos seus rins desnudos. Está de costas para mim, deitada de lado, com as mãos em oração, juntas, entre a face sardenta e a almofada enrodilhada. Tapo-lhe as costas com o lençol macio .
Afago o ombro exposto, ossudo, bronzeado, delicado. Beijo ao de leve quase sem tocar o pescoço perfumado, onde, em desordem, desalinhados, semi-organizados, repousam vadios os seus cabelos claros. Fecho os olhos encandeado pela beleza... Embriagado, o meu nariz deleita-se com a tua fragrância de mulher exposta, vapores voláteis, taninos de pecado, lembranças de ontem ou anteontem, nem sei. Talvez fosse a aragem que entra, que te fez frio. Aconchego-te contra mim, suspiras e vejo-te feliz e lentamente, devagar, com mão leve, tiras o cabelo da face e eu, estático, petrificado de espanto testemunho aqui, no meu leito, tamanha perfeição.
Viras-te por entre gemidos gentis. Procuras na minha mão os nossos dedos entrelaçados e ficas segura. Com o movimento, deixas a descoberto um peito rosa pálido, bicudo e imperturbavelmente calmo. Parecia desperto e alerta, desenvolto. O frio crispou-lhe o mamilo, deu-lhe mais vida.
Eis-me aqui a vêr-te, serena, abraçada a mim, respirando em compasso.
Acordas estremunhada, com os olhos pequeninos e olhas-me fundo, sorrindo ao de leve.
E eu aqui, grotesco, acho-me indigno de ti.
Aprumo o olhar sobre o corpo inerte a meu lado que, em surdina, respira pé-ante-pé. A sua pele jovem, feita de texturas complicadas esconde-se, em parte, no branco alvo da cama aveludada. Duas covinhas paralelas, simétricas, olham-me fixamente do alto dos seus rins desnudos. Está de costas para mim, deitada de lado, com as mãos em oração, juntas, entre a face sardenta e a almofada enrodilhada. Tapo-lhe as costas com o lençol macio .
Afago o ombro exposto, ossudo, bronzeado, delicado. Beijo ao de leve quase sem tocar o pescoço perfumado, onde, em desordem, desalinhados, semi-organizados, repousam vadios os seus cabelos claros. Fecho os olhos encandeado pela beleza... Embriagado, o meu nariz deleita-se com a tua fragrância de mulher exposta, vapores voláteis, taninos de pecado, lembranças de ontem ou anteontem, nem sei. Talvez fosse a aragem que entra, que te fez frio. Aconchego-te contra mim, suspiras e vejo-te feliz e lentamente, devagar, com mão leve, tiras o cabelo da face e eu, estático, petrificado de espanto testemunho aqui, no meu leito, tamanha perfeição.
Viras-te por entre gemidos gentis. Procuras na minha mão os nossos dedos entrelaçados e ficas segura. Com o movimento, deixas a descoberto um peito rosa pálido, bicudo e imperturbavelmente calmo. Parecia desperto e alerta, desenvolto. O frio crispou-lhe o mamilo, deu-lhe mais vida.
Eis-me aqui a vêr-te, serena, abraçada a mim, respirando em compasso.
Acordas estremunhada, com os olhos pequeninos e olhas-me fundo, sorrindo ao de leve.
E eu aqui, grotesco, acho-me indigno de ti.
quarta-feira, 18 de março de 2009
«Payapa»

Não tenho palavras bonitas nem enfeitadas,
nem mil maravilhas para te oferecer.
Mas sei que, sem ti, não sei o que fazer.
Pura poesia
É o que tens dentro de ti
No manto dos teus olhos,
foi onde me perdi
Contigo, subo até aos céus
Eu espero-te aqui na Terra.
Porque és a dor de todo o dia,
A chama e o clamor.
Tens o encanto do luar no olhar
A vontade que tenho de te chamar.
O teu sorriso com sabor a vida,
junto com o teu suspirar, que maravilha.
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