sexta-feira, 8 de maio de 2009

Decepção

Ai se ela me fizesse sentir vivo, acordado, alheado.
Perturbado e tenso, enojado ou agradado, excitado!
Com a boca seca. Num burburinho.
Se me enevoasse o olhos de luxúria, se me fizesse estremecer de excitação, se me tirasse a razão...
Mas não.
Não me tira do sério, não me faz sonhar, não me obriga a voar, baixinho sobre um prado verdinho, lá ao longe, fresquinho...
Mas não.
Nem sequer me faz lembrar alguém que eu conheça e me desvaire a cabeça.
Não me provoca erecção.
Não estimula a imaginação.
Nem me faz reacção!
As pernas não me tremem, o coração não palpita e a batata frita, essa nem vê-la, de tão miudinha que está.
Nem arrepios nem suores frios.
Nem é carne, nem é peixe. Nem o que é sei dizer...
Se ao menos me tocasse no peito, e me ligasse o botão do desejo,
Já era um feito! Mas nem para isso tem jeito.
E no final, num canto da boca não faço, nem um trejeito nem um esgar, um sorriso ou um olhar...
Ao menos de espanto!
Mas não.
E é por essa razão que de pé, de frente para o povo que rejubila, assumo perante tão vasta nação:
Que não comprarei a segunda edição,
Da Playboy Portuguesa!

terça-feira, 5 de maio de 2009

{divagações}

Há vidas que cabem dentro
de uma garrafa, de tão cheias
(ou vazias) de derivas e naufrágios...

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Experiência de vida

Alguns comportamentos/pensamentos das pessoas podem e devem justificar-se na experiência de vida delas e mesmo que sejamos próximos dessas pessoas não devemos cair no engano de achar que sabemos tudo sobre a vida, a dita "experiência de vida" que lhes leva a agir e a pensar de certa maneira.
Existem segredos que nem às paredes se confessam; existem vivências que por perda de oportunidade não são partilhadas e depois o timing perde-se e já não vale a pena colocá-las na agenda do dia.
Mas, no fundo, é todo esse bolo de "experiência de vida" que vai sendo alimentado a cada dia que passa que leva a que as pessoas mudem e de preferência que sejam alterações que vão mais ao encontro do melhor para elas próprias, nem que seja uma forma de pensar ou uma filosofia que vá de encontro à vida que se pratica. É um pouco como as religiões. Respostas que para uns fazem mais sentido no budismo, para outros no catolicismo e outros no ateísmo.
Cada pessoa tem um registo de vivências diárias que, num acumular de cinco anos de ausência, podem ser arrebatadoras pelo resultado que se apresenta à frente. Ou não... tudo depende das mudanças que se fazem e acima de tudo do grau de exigência de cada. Há pessoas em que em cinco, dez, quinze anos de ausência só muda o passar dos anos na pele delas.

Beijos meus

segunda-feira, 27 de abril de 2009

...

A vida só me faz pensar nela. Quero esrever e não consigo. São quase 2h da tarde.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

...

São 2h da manhã. Quero escrever e não consigo. A vida só me faz pensar nela.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Mudar ou não mudar?

Lançaram-me um desafio ou melhor fizeram-me uma pergunta: «O que é que eu tenho de mudar para casar contigo?»
Alerto que a palavra «casar» não é «CASAR». E valha-nos por isso! Nem podia ser de outra forma comigo. Bom... a verdade é que fiquei mesmo a pensar na pergunta! Que raio!
E decidi responder... por partes...
1) os pézinhos...
2) os joelhinhos...
3) os cotovelos... esses cotovelos, bem... não é preciso dizer...
4) os centímetros que faltam na altura, claro!!!

lolol

Meu querido, é tudo uma piada porque tudo se resume a algo que não poderás mudar:

- Não tens o rastilho para me incendiar!

Mas gosto de ti... MUITO!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Confusões à parte...

O meu último post gerou algumas confusões pelo simples comentário «confesso... estou apaixonada». Mas passo a elucidar e espero responder às interrogações que giram na cabeça de algumas pessoas...
Sou assim, digamos que apaixonada em determinados momentos por determinadas "situações" e aplico o termo "apaixonada" de forma abrangente e não limitado à espécie humana, à qual pertenço.
Fico apaixonada por pessoas, sim, fico apaixonada por lugares, sim, fico apaixonada por cheiros, sim, fico apaixonada por palavras, sim, e fico apaixonada por sons, sim.
Banalizo o termo "apaixonada"? Talvez. Mas também prefiro aplicar outras palavras a determinadas "situações". Sou exigente com os conceitos e "apaixonada" parece ser pouco significativo nas outras determinadas "situações". Portanto, não coloquem interrogações se digo que estou apaixonada. É que nem de longe se aplica ao que passa pelas vossas cabecinhas!
Por outro lado, a palavra "apaixonada" serve lindamente para descrever uma sensação boa para mim... algo que faz bem à alma e nos deixa um pouco eufóricos, como uma simples música. Nunca sentiram isso?