Quem me conhece relativamente bem, sabe que adoro escrever - e que, portanto, assumo-me como um animal da escrita. Quem me conhece mesmo bem, tem consciência, no fundo, de que sou apenas um animal.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Diz-me quem sou...
Quem me conhece relativamente bem, sabe que adoro escrever - e que, portanto, assumo-me como um animal da escrita. Quem me conhece mesmo bem, tem consciência, no fundo, de que sou apenas um animal.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Sobre o leite
O leite deixou de ser uma coisa que as vacas produzem para amamentar os vitelos, passando a ser algo extremamente essencial para os seres humanos. A tal ponto que o não consumo de leite condena qualquer pessoa a padecer de osteoporose, descalcificação, pé de atleta, olheiras... Somos mamíferos, é certo. Mas deverá chegar o dia em que somos desmamados.Recordo-me que, quando era miúdo, só havia um tipo de leite: era o... leite. Hoje em dia, levamos com leite meio-gordo, leite gordo, leite magro, leite especial, leite enriquecido, leite com mais cálcio, leite com menos cálcio, leite com vitamina B, leite para mulheres, leite para idosos, leite para homens baixos... De que tipo de vacas sai isto tudo? Há uma vaca para cada qualidade de leite? Chegou-se ao ponto de termos leite de soja... que nem sequer é um mamífero. Eu já vi soja. E não sei como é que aquilo é mugido.
Tudo isto só acontece porque deixam os tipos do marketing andar à solta. Há uns tempos, houve a campanha de um produto de maquilhagem que tinha um efeito «pestanas falsas». Questão: quem quer um produto de maquilhagem com efeito «pestanas falsas»? No fundo, é como comprar uma pasta de dentes com «efeito dentadura». Ou um gel com «efeito peruca».
Ou então, numa analogia mais profunda, é como ver um filme pornográfico sem pornografia. Isto é: o canalizador chega e trabalha meia-hora nos canos (da casa). E há um tipo com uma vassoura na mão a prometer que, mais cedo ou mais tarde, a canalização da dona da casa também irá ser desentupida. Mas, quando damos por isso, já está a passar a ficha técnica. E o único resultado é um lava-louça que escoa muito melhor.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Decepção
Ai se ela me fizesse sentir vivo, acordado, alheado.
Perturbado e tenso, enojado ou agradado, excitado!
Com a boca seca. Num burburinho.
Se me enevoasse o olhos de luxúria, se me fizesse estremecer de excitação, se me tirasse a razão...
Mas não.
Não me tira do sério, não me faz sonhar, não me obriga a voar, baixinho sobre um prado verdinho, lá ao longe, fresquinho...
Mas não.
Nem sequer me faz lembrar alguém que eu conheça e me desvaire a cabeça.
Não me provoca erecção.
Não estimula a imaginação.
Nem me faz reacção!
As pernas não me tremem, o coração não palpita e a batata frita, essa nem vê-la, de tão miudinha que está.
Nem arrepios nem suores frios.
Nem é carne, nem é peixe. Nem o que é sei dizer...
Se ao menos me tocasse no peito, e me ligasse o botão do desejo,
Já era um feito! Mas nem para isso tem jeito.
E no final, num canto da boca não faço, nem um trejeito nem um esgar, um sorriso ou um olhar...
Ao menos de espanto!
Mas não.
E é por essa razão que de pé, de frente para o povo que rejubila, assumo perante tão vasta nação:
Que não comprarei a segunda edição,
Da Playboy Portuguesa!
Perturbado e tenso, enojado ou agradado, excitado!
Com a boca seca. Num burburinho.
Se me enevoasse o olhos de luxúria, se me fizesse estremecer de excitação, se me tirasse a razão...
Mas não.
Não me tira do sério, não me faz sonhar, não me obriga a voar, baixinho sobre um prado verdinho, lá ao longe, fresquinho...
Mas não.
Nem sequer me faz lembrar alguém que eu conheça e me desvaire a cabeça.
Não me provoca erecção.
Não estimula a imaginação.
Nem me faz reacção!
As pernas não me tremem, o coração não palpita e a batata frita, essa nem vê-la, de tão miudinha que está.
Nem arrepios nem suores frios.
Nem é carne, nem é peixe. Nem o que é sei dizer...
Se ao menos me tocasse no peito, e me ligasse o botão do desejo,
Já era um feito! Mas nem para isso tem jeito.
E no final, num canto da boca não faço, nem um trejeito nem um esgar, um sorriso ou um olhar...
Ao menos de espanto!
Mas não.
E é por essa razão que de pé, de frente para o povo que rejubila, assumo perante tão vasta nação:
Que não comprarei a segunda edição,
Da Playboy Portuguesa!
terça-feira, 5 de maio de 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Experiência de vida
Alguns comportamentos/pensamentos das pessoas podem e devem justificar-se na experiência de vida delas e mesmo que sejamos próximos dessas pessoas não devemos cair no engano de achar que sabemos tudo sobre a vida, a dita "experiência de vida" que lhes leva a agir e a pensar de certa maneira.
Existem segredos que nem às paredes se confessam; existem vivências que por perda de oportunidade não são partilhadas e depois o timing perde-se e já não vale a pena colocá-las na agenda do dia.
Mas, no fundo, é todo esse bolo de "experiência de vida" que vai sendo alimentado a cada dia que passa que leva a que as pessoas mudem e de preferência que sejam alterações que vão mais ao encontro do melhor para elas próprias, nem que seja uma forma de pensar ou uma filosofia que vá de encontro à vida que se pratica. É um pouco como as religiões. Respostas que para uns fazem mais sentido no budismo, para outros no catolicismo e outros no ateísmo.
Cada pessoa tem um registo de vivências diárias que, num acumular de cinco anos de ausência, podem ser arrebatadoras pelo resultado que se apresenta à frente. Ou não... tudo depende das mudanças que se fazem e acima de tudo do grau de exigência de cada. Há pessoas em que em cinco, dez, quinze anos de ausência só muda o passar dos anos na pele delas.
Beijos meus
Existem segredos que nem às paredes se confessam; existem vivências que por perda de oportunidade não são partilhadas e depois o timing perde-se e já não vale a pena colocá-las na agenda do dia.
Mas, no fundo, é todo esse bolo de "experiência de vida" que vai sendo alimentado a cada dia que passa que leva a que as pessoas mudem e de preferência que sejam alterações que vão mais ao encontro do melhor para elas próprias, nem que seja uma forma de pensar ou uma filosofia que vá de encontro à vida que se pratica. É um pouco como as religiões. Respostas que para uns fazem mais sentido no budismo, para outros no catolicismo e outros no ateísmo.
Cada pessoa tem um registo de vivências diárias que, num acumular de cinco anos de ausência, podem ser arrebatadoras pelo resultado que se apresenta à frente. Ou não... tudo depende das mudanças que se fazem e acima de tudo do grau de exigência de cada. Há pessoas em que em cinco, dez, quinze anos de ausência só muda o passar dos anos na pele delas.
Beijos meus
segunda-feira, 27 de abril de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
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