Há jantares que deviam durar uns 2 ou 3 dias. Assim, até a sangria substituir todo o sangue que corre nas veias. Nove anos podem fazer toda a diferença. As onze pessoas que os separam também. Junte-se agora uma noite repleta daquela chuva miúda que nos lava a alma e uma operação stop, encetada pela PSP, para nos incentivar a estar ali, quietinhos, a falar sobre tudo e sobre nada. As histórias transbordam e cada copo que se enche convida-nos a um brinde, onde o tilintar do vidro nos faz mesmo acreditar que não é um sonho; estamos mesmo, (quase) todos, ali.Muita coisa mudou. No entanto, tudo parece ter permanecido. As cumplicidades continuam a existir, o som das gargalhadas continua a sair da forma como sempre imaginámos. Há uma ternura infantil e inconsciente que nos faz despertar a líbido da vida. Até um impropério ou uma qualquer tentativa de agressão verbal se torna tão meiga que apetece estar a noite toda a dizer barbaridades. Entre isto ou ir para Amesterdão comer tarte de leite condensado, não tenho dúvidas que prefiro o reencontro. Também dá moca e não se paga mais por isso.




