
Ankh significa Chave da Vida... e eu trago a minha comigo...
Vivemos todos num grande equívoco. O mundo é uma mentira redonda, onde cada um de nós se julga dono e senhor da verdade. Perdemos o espírito aventureiro. Temos medo e andamos com o rabinho enfiado entre as pernas. Se fossem vivos, Vasco da Gama e Colombo nem nos reconheceriam enquanto povo ousado e destemido. Hoje, cingimo-nos a navegar timidamente na espuma dos dias, sempre desconfiados, com receio da rota escolhida. Substituimos a bossula e o canivete suiço pelo manual dos bons costumes.
Há jantares que deviam durar uns 2 ou 3 dias. Assim, até a sangria substituir todo o sangue que corre nas veias. Nove anos podem fazer toda a diferença. As onze pessoas que os separam também. Junte-se agora uma noite repleta daquela chuva miúda que nos lava a alma e uma operação stop, encetada pela PSP, para nos incentivar a estar ali, quietinhos, a falar sobre tudo e sobre nada. As histórias transbordam e cada copo que se enche convida-nos a um brinde, onde o tilintar do vidro nos faz mesmo acreditar que não é um sonho; estamos mesmo, (quase) todos, ali.
O LJ continua a colocar posts no blogzinho dele como se não houvesse amanhã; eu continuo a aguardar pelo texto do LJ com a mesma paciência de ontem; as babatas fritas Ti-ti continuam boas (mas agora têm um bocadinho de óleo a mais do que tinham noutros tempos); comer 2 fatias de pão barrado com Tulicreme (acresce manteiga, fiambre e queijo) é altamente indigesto; o programa didáctico «Férias Escaldantes» (SIC Radical) não passa nas madrugadas de 3.ª feira... A esta imponente lista poderiam somar-se outros pormenores que enchem a vida de um gajo, assim, numa só noite. A insónia é madrasta. Há que contrariá-la.
Gosto de complicar e de que me dêem de beber os venenos mais lentos. Adoro bebidas amargas e drogas poderosas. Tenho uma predilecção pelas ideias mais insanas e pelos pensamentos mais complexos. Tenho um apetite voraz pelo lado B da vida e estou possuído por delírios loucos. Se me empurram por um penhasco abaixo, digo: «força. Adoro voar».