terça-feira, 21 de setembro de 2010
Ser fecundo ou não, eis a questão!
A Bíblia Sagrada, nas suas múltiplas edições e reedições, reconhecida best-seller após a morte de uma das suas personagens chave, o famoso Jesus Cristo, estando actualizadíssima como sempre esteve desde os tempos mais remotos e imemoriais diz, ipsis-verbis, em Génesis, capitulo 1 versículo 28, o seguinte: “Ademais Deus os abençoou e Deus lhes disse: - Sede fecundos e tornai-vos muitos e enchei a terra (…)”.
Eu cumpri. Fui fecundo e gerei muitos filhos e quase enchi a terra. É exagero, claro. Mas o facto é que dei o meu contributo e segui os desígnios de Deus.
Só não compreendo porque razão é que sou castigado, todos os anos por esta altura e com tendência a agravar a sentença. Sempre achei que Deus, o altíssimo sobre todas as coisas, como a designação indica, estaria, hierarquicamente falando, acima de qualquer ministro, mas não, Deus ordenou que se fizesse e a ministra, castradora, troca funções com o Soberano e pune implacavelmente. Vejamos como foi:
Tenho 3 descendentes menores de idade, 2 no 7º ano e 1 no 10º ano, todos na mesma escola pública.
- 6 Equipamentos para ginástica – 90€
- 2 Equipamentos para dança – 35€
- Valor a pagar para despesas várias (seja lá isto o que for), a pagar no acto da matrícula -126€
- Lápis, canetas, cadernos, compassos, transferidores, etc, etc, etc, etc… … … … ETC!!! – 75€
-Livros – quase 900€ (sim, novecentos euros)
Total aproximado para 3 crianças no inicio do ano lectivo: 1226€
N.R.: Os livros são, quase todos, entregues em pacotes compostos por: - o livro de matemática; as fichas de matemática; os exercícios de matemática; as soluções dos exercícios de matemática; as soluções das fichas de matemática; a puta-que-pariu-os-senhores-ministros- e-os-lobby´s-com-as-editoras-e-com-os-professores-que-escolhem-os-livros-sempre-diferentes-todos-os-anospara-eu-pagar-e-para-me-castigar-por-ter-seguido-o-que-manda-a-Biblia!!!!
Resta-me apenas um singelo,
Amén
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Está tudo bem
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Dentro de mim
Inventamos medos. Metemo-nos dentro da câmara. E ainda abrimos a torneira do gás. Estamos tão anestesiados que nem lhe sentimos o cheiro. Arrancamos, paramos, aceleramos [enquanto os dias nos corroem a alma]. Repara só como um bom momento passa depressa. E, quando nem sequer acabou, já estamos a pensar que não perdurará para sempre. Porque o sofrimento está no nosso ADN; porque a saudade não está somente no dicionário - ela também percorre-nos as veias.
Sabes que a alegria também pode ser triste? Mas a tristeza, essa, nunca é alegre. Não sei se estou certo ou errado. Se queres que te diga, nem penso nisso. Apenos vivo. E, nos dias de hoje, isso já é muito mais do que aquilo que julgamos ser menos. Admito que ainda estou a tirar o brevet. No entanto, é um passo. Mesmo que o mundo siga em piloto automático, irei voar para outro lado. Acompanhas-me?
terça-feira, 29 de junho de 2010
Pátria
Gloria, gloria, corona de la Patria,
soberana luz
que es oro en tu Pendón.
Vida, vida, futuro de la Patria,
que en tus ojos es
abierto corazón.
Púrpura y oro: bandera inmortal;
en tus colores, juntas, carne y alma están.
Púrpura y oro: querer y lograr;
Tú eres, bandera, el signo del humano afán.
Gloria, gloria, corona de la Patria,
soberana luz
que es oro en tu Pendón.
Púrpura y oro: bandera inmortal;
en tus colores, juntas, carne y alma están.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Canções que vão, letras que ficam...

Fria a noite cai, severamente sai, guitarra na mão
Água e mel na voz, seguramente vai pelas pedras do chão
Formosa, mata a paz com o seu trinar
E dizem, tocando, que leva a voar
Em asas que as cordas dão, todo e qualquer gingão
Meu fado é sua canção
Canta por mim – diva da rua, não és de ninguém
Só ris negando a quem te quer bem
Canta por mim também
Canta por mim, dona do mundo
Deixa-me
Pobre, que não olhas que eu amo mais
Fria a noite cai, severamente sai guitarra na mão
Água e mel na voz, seguramente vai pelas pedras do chão
Formosa, mata a paz com o seu trinar
E dizem, tocando que leva a voar
Em asas que as cordas dão, todo e qualquer gingão
Meu fado é sua canção
Canta por mim, dona do mundo
Deixa-me
Pobre, que não olhas que eu amo mais
Canta por mim – diva da rua, não és de ninguém
Só ris negando a quem te quer bem
Canta por mim também
Canta por mim, dona do mundo
Deixa-me
Pobre, que não olhas que eu amo mais
(«Canta por mim», Carlos Coelho)