quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O segredo mais bem guardado do que todos os segredos de Fátima

Afinal, e segundo informações recentes, a receita que consta no artigo divulgado no post anterior é de 'Coca-Cola martelada'.
Aos leitores do Street Spirit, as nossas sinceras desculpas pelo lapso, ao qual somos totalmente alheios.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Ervas aromáticas

Pode não parecer. Mas isto...

...é (parte da) Coca-Cola.
Eis o 'segredo' revelado. Aqui.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O amor é louco (e Paixão também)

Nunca gostei de Pedro Paixão. O estilo e a narrativa denunciam a sua personalidade bipolar e eternamente insatisfeita (característica já assumida pelo próprio, em várias entrevistas). Na 2.ª feira (14 Fevereiro), o Metro dedicou-lhe quase meia página.

O escritor acedeu escrever um texto ficcionado, a propósito do amor. No breve conto, o narrador (de meia-idade) mantém uma relação com um jovem. Ao ler estes excertos...

O que importava era eu sentir que cada frase que trocávamos era mais um fio que nos unia numa perfeita teia de aranha. De que gostas, o que sentes, em que pensas, diz-me agora. Eu era a aranha. (…) Levei-o para minha casa, para o meu quarto, para a minha cama branca. Era um miúdo desajeitado. Tive pena dele. (…) Por momentos senti-o triste e feliz ao mesmo tempo, por estar ali comigo. Não é fácil provocar num homem sentimentos contraditórios. Gosto de os sentir desorientados. Sem já saberem o que podem fazer, ou dizer. Quando ficam mudos e encadeados e perderam a memória. (…) Tive de aprender que o desejo de amor não pode ser saciado. O que o futuro traz só a mim pertence. Não chegarei a saber a cor dos seus olhos.


...ocorreu-me isto. Eis Pedro Paixão, igual a si próprio: escrita assumida, mas descomprometida; bastante claro, mas em tudo vago; a querer provocar, mas apenas a fazer cócegas. Em suma: é urgente que Paixão encontre um novo 'dealer'.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Em boas mãos

A SIC Mulher sabe tratá-los bem. Aos homens, quero eu dizer.
Facto prévio #1: se há coisas que as mulheres se queixam é de que os machos (nomeadamente os 'alfa') não sabem cozinhar. Só atrapalham, não distinguem uma frigideira de uma panela e estão-se nas tintas para aprender.
Facto prévio #2: elas começam a ficar fartinhas desta merda (para escravas dos tachos, já bastaram as avós e as mães). Daí que o canal feminista da SIC tenha inovado, ao ter adquirido os direitos de transmissão do programa de Nigella Lawson.

Sabendo que os homens não são parvos, a SIC Mulher voltou a inovar. Agora, todas as semanas, as artes culinárias entram-nos casa adentro, pelas mãos de Sophie Dahl. Foi para 'desenjoar' da Nigella.

Os ingredientes, contudo, mantêm-se. Receitas exóticas, cenários simples e repletos de recipientes com ervas aromáticas, voz doce e sensual (a roçar o leite creme com travo a canela) e decotes q.b., coisa que nem o Manuel Luís Goucha se lembraria quando ainda usava bigode e apresentava um 'programazito' de receitas, na RTP.
A SIC Mulher ganha pontos. Porque sabe o que os homens querem. Pena que poucos ou nenhuns tenham capacidade para acompanhar, ao mesmo tempo, a deslocação das mamas de Dahl e aquelas coisas todas que ela cozinha.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Quando o óbvio nos parece demasiado simples

A notícia surgiu n'O Jogo - e o amigo Acatar aproveitou para passar a mensagem. Em duas linhas: Vanessa Fernandes terá interrompido a carreira desportiva devido a "uma doença de coração: o amor" [citação]. Sem qualquer confirmação oficial por parte da atleta e do seu treinador (conotado como namorado, sendo preparador físico de Vanessa Fernandes desde Novembro de 2009...), o amor enquanto causa evidente do abandono pela competição parece surgir «intuitivamente» (no fundo, é a mesma filosofia da imprensa cor-de-rosa: o rumor aparece e as «fontes» [amigos, vizinhos, conhecidos...] dão-lhe toda a consistência de uma verdadeira notícia - mesmo que os intervenientes desmitam ou não comentem os factos).

Neste caso, as palavras de Vicente Moura, presidente do Comité Olímpico de Portugal, cairam que nem ginjas: "ela [Vanessa Fernandes] transformou-se numa mulher; uma bonita mulher". Importa reter que o DN foi mais longe, associando - de forma indirecta (e pouco bonita) - a decisão da triatleta ao "medo de falhar", às "dificuldades em lidar com a pressão", à "perda de confiança" e à "desmotivação". Em suma: o caminho dos jovens campeões é tão penoso que, um dia, acontece a glória; e, no outro, a depressão (apenas para aludir ao título do artigo).

O que se passa com a Vanessa Fernandes é o mesmo que se passa com outros atletas da alta competição. Melhor dizendo: com outras atletas (do sexo feminino, bem entendido, porque a questão reside precisamente no género). Chama-se «tríade da mulher atleta» e trata-se de uma síndrome que envolve a alimentação desregrada; a amenorreia (ausência de menstruação); e/ou a osteoporose. Em Ginecologia, o diagnóstico e tratamento das disfunções menstruais, entre as mulheres que praticam exercício físico intensivo e/ou extensivo, constitui o motivo mais frequente para procurar ajuda médica.

A triatleta anteriormente mencionada terá tido, durantes anos a fio, amenorreia secundária (a taxa de prevalência desta situação clínica pode, aliás, ser até 20 vezes mais elevada entre as atletas de alta competição, por comparação com a população em geral). Um treino intenso e regular é condição suficiente, per si, para desencadear amenorreia atlética. Perguntar-me-ão: «então, e só por ter o período, a tipa deixa a alta competição??». Respondo: a verdade é que deixou (e talvez as implicações decorrentes de uma menstruação, surgida aos 25 anos de idade, sejam bem mais complexas do que aquilo que julgamos). Releiam, agora, as palavras de Vicente Moura: «ela transformou-se numa mulher...».

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Vamos aos treinos

Já lá vão os tempos em que o parque de Monsanto se resumia a um imenso prostíbulo a céu aberto. Apesar do abandono a que algumas infraestruturas estão votadas (a Serafina e o Alvito, por exemplo, já tiveram melhores dias...), convenhamos que nem todas as grandes capitais europeias podem reclamar para si próprias um espaço central onde se respira ar puro - e apenas a poucos minutos do centro urbano. Pena que Monsanto tenha, ainda, um carácter demasiado sazonal (i.e., quase que vive o seu auge no Verão, para depois 'hibernar' nos meses mais frios). Ainda assim, vale a pena partir à descoberta de um sítio (raro), em Lisboa, onde predomina o verde.

Um dia destes, caí na tentação de percorrer os caminhos sinuosos (no bom sentido) de Monsanto. Não tão enigmáticos como os da serra de Sintra (até porque são únicos - o que muito se deve à carga emocional que o sítio encerra), é certo, mas não dei o tempo por perdido. Uma das descobertas chama-se campo de tiro, cuja localização não dista muito da rotunda de Pina Manique (para os mais distraídos: basta seguir o som estridente das 'carabinas').

O campo de tiro de Monsanto tem, contudo, um lado mais lúdico (e menos bélico). Um descampado com todos os preparos torna possível o treino com recurso ao arco (ou à besta, consoante a preferência do utilizador). Ali, trabalham-se a agilidade e a perícia, num ambiente salutar e pouco dado a 'selectividades'.


Os arqueiros trocam impressões, confrontam ideias, emprestam material e - supreendam-se! - não gozam com quem não leva arco ou é um mero iniciado na disciplina (revejo-me em ambas as situações).



No meu caso, tive, até, a possibilidade de experimentar um telémetro (vulgo medidor de distâncias) de um arqueiro desconhecido. O espírito dos arqueiros é contagiante. Pode ser que, um dia, a coisa se proporcione...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Hino à alegria: a celebração de todo um novo Eu

O mundo é feito de mudança – e eu também. Decidi que, a partir de hoje, irei carregar a Liturgia Diária na mochila, em vez de esbanjar dinheiro com o Diário de Notícias ou com o Público. Não hesitarei, sempre que encontrar um mendigo ou uma alma desamparada, em iluminar-lhe o caminho, com os ensinamentos de Deus. Sejamos sinceros: se Deus quisesse que comprássemos jornais para ler as notícias, não tinha inventado a televisão (além disso, O Preço Certo ou a novela Laços de Sangue só têm lugar nesse mausoléu que é o televisor).

Porque mudei? Porque, acredito, eu sou o Rosto de Cristo (sobretudo nos dias em que não aparo a barba). Basta-me erguer as mãos e todo eu sou Cristo. Transporto, comigo, toda a Misericórdia de Jesus e do Seu verdadeiro amor (Cfr. Lc 5, 31-32). Há quem olhe para uma bolacha Maria e veja apenas isso: uma simples bolacha; mas, para mim, é uma hóstia. Jejuarei água. A vida só faz sentido se regarmos a alma com vinho de pacote do LIDL. O sangue de Cristo, afinal, não escolhe marcas nem preço.

Oração

Jesus, orientai-me. Apesar de toda a minha perfeição, aceitai os erros e as falhas dos meus semelhantes. Faz-lhes ver que, um dia, eles poderão ser tão completos quanto eu. Leva-me como Tu quiseres. Nem que seja de táxi. O que importa é não faltar às 5.as feiras loucas do Frágil ou do Lux. Ajudai todas as mulheres que me desejam a ter alguma paciência. Chegará para todas. Mas dêem-me tempo. Amén.