terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Bife da vazia*

Terça-feira. Já é noite e eu sem ter colocado um único post. No mínimo, indecente. Bem queria acompanhar a pedalada deste gajo, destronando-o no número de posts elaborados a cada 10 segundos. Mas não consigo. Admito o meu falhanço. Fiquem agora com a imagem do dia. Ah, e está tudo bem.
Nigella Lawson [copa F]
Rigoroso exclusivo Street Spirit

* Embora possa haver uma associação (mesmo que metafórica) entre o título deste post e a imagem acima, esclarece-se que «bife da vazia» foi a forma mais eficaz de homenagear o sr. Amílcar, prestigiado talhante aqui do bairro que vende os melhores nacos de vaca. Obrigado pela qualidade com que brinda a clientela, sr. Amílcar. Espero que também esteja tudo bem.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Associativismo

Como é que se entra na Maçonaria? Um tipo tem de ter familiares/amigos dentro daquilo ou pode candidatar-se através de formulário próprio com fotografia actualizada (tal como se tira o passe da CP ou se adere ao Partido Socialista)? E o traje, é caro? O avental, por exemplo, pode ser adquirido junto à área de utensílios de cozinha do Continente? As reuniões dos maçons são todas em regime presencial ou há a possibilidade de participar online? Também dão cupões de desconto para combustível? Alguém que tenha a amabilidade de me esclarecer estas dúvidas, por favor. Já há muito tempo que ando para fazer merda. E quer-me parecer que não vou lá se não pertencer a uma seita à maneira.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A informação nos tempos modernos

Definitivamente, a semana tem estado a correr muito bem à Coca-Cola. Em poucos dias, conseguiu chamadas de capa nos jornais, espaço nos noticiários televisivos e até nos blocos informativos das rádios. E soma e segue, como se pode ver por aqui. Desta feita, a coisa derivou para a KFC e até para os pastéis de Belém. Como está bonito (e criativo), o jornalismo. Gosto.

A arte de Dahl

Eis o programa originalmente emitido na BBC (e que, muito recentemente, passou na SIC Mulher). Foi esta "receita", aliás, que me motivou a discernir algumas considerações sobre a arte e destreza culinárias de Sophie Dahl, num dos posts mais abaixo. Dahl não deve ser entendida como "mais uma" chef de cozinha. É, antes, uma sapiente artista das panelas e dos tachos, em todo o seu esplendor, que emana luz e sabe como nos alimentar a alma. Os pratos confeccionados por Sophie Dahl são telas repletas de ingredientes belos e coloridos, que merecem ser degustados até pelo olhar. Tal como a apreciação de um quadro de Renoir exige a aquisição prévia de determinados conhecimentos, também as obras criadas por Dahl só serão entendidas no seu todo apenas por uma pequena parte do público. É assumido: gosto desta mulher.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O segredo mais bem guardado do que todos os segredos de Fátima

Afinal, e segundo informações recentes, a receita que consta no artigo divulgado no post anterior é de 'Coca-Cola martelada'.
Aos leitores do Street Spirit, as nossas sinceras desculpas pelo lapso, ao qual somos totalmente alheios.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Ervas aromáticas

Pode não parecer. Mas isto...

...é (parte da) Coca-Cola.
Eis o 'segredo' revelado. Aqui.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O amor é louco (e Paixão também)

Nunca gostei de Pedro Paixão. O estilo e a narrativa denunciam a sua personalidade bipolar e eternamente insatisfeita (característica já assumida pelo próprio, em várias entrevistas). Na 2.ª feira (14 Fevereiro), o Metro dedicou-lhe quase meia página.

O escritor acedeu escrever um texto ficcionado, a propósito do amor. No breve conto, o narrador (de meia-idade) mantém uma relação com um jovem. Ao ler estes excertos...

O que importava era eu sentir que cada frase que trocávamos era mais um fio que nos unia numa perfeita teia de aranha. De que gostas, o que sentes, em que pensas, diz-me agora. Eu era a aranha. (…) Levei-o para minha casa, para o meu quarto, para a minha cama branca. Era um miúdo desajeitado. Tive pena dele. (…) Por momentos senti-o triste e feliz ao mesmo tempo, por estar ali comigo. Não é fácil provocar num homem sentimentos contraditórios. Gosto de os sentir desorientados. Sem já saberem o que podem fazer, ou dizer. Quando ficam mudos e encadeados e perderam a memória. (…) Tive de aprender que o desejo de amor não pode ser saciado. O que o futuro traz só a mim pertence. Não chegarei a saber a cor dos seus olhos.


...ocorreu-me isto. Eis Pedro Paixão, igual a si próprio: escrita assumida, mas descomprometida; bastante claro, mas em tudo vago; a querer provocar, mas apenas a fazer cócegas. Em suma: é urgente que Paixão encontre um novo 'dealer'.