Ensinaste-me tanta coisa e continuas a ensinar. Ainda agora que chegou a minha vez de cuidar de ti, tu ensinas-me, quando sou eu que devo ensinar-te aquilo que aprendi contigo e que agora te vais esquecendo.
É verdade que já não te ouço há algum tempo. E sei também que nem sempre me vês, quando por rebeldia me desvio dos teus horizontes cada vez mais enfraquecidos.
Mas também é verdade que me ensinaste recentemente algo demasiado valioso e capaz de sossegar a minha alma revoltada, como me sossegavas quando passeava a casa ou tentava abrir a porta para sair por causa dos meus ataques de sonambulismo.
Contigo descobri que, em cada abraço ou toque nosso, todos, mas todos, os poros da minha pele e da tua respiram palavras, olhares, sentimentos. São tantas e tantas as vezes que consigo mesmo ouvir-te e lamento que eu ainda não seja capaz de comunicar dessa forma, para que tu me consigas ouvir.
Do que me dizes, quero que saibas que eu sei que me amas. Sei que estás triste, zangado, que te sentes inútil mesmo, por estares doente porque sentes que já não és capaz de me ajudar nos mais pequenos pormenores.
Mas quero também que saibas que eu estou bem ensinada para esses pequenos pormenores da vida, capaz de os enfrentar sem qualquer ajuda, porque tu assim me preparaste. Fui capaz de mudar a tomada do hall porque desde miúda te vi a ligar os fios e isso significa que sou capaz de mudar muita coisa, com as ligações correctas, para que não fique no escuro. Confia em mim...
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Breve história de amor

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Manuel Alegre: a polémica Cavaco vs BPN explicada aos miúdos

Uma pitada de política apenas para dar um toque de inteligência a este magnífico blog

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Um dia, isto tem de acabar

terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Tomates, Mickael Carreira e vinho

Diz-me com quem andas... (II)

Psicoce parece ser a palavra-chave que resolve todo (ou quase todo) o mistério. Atente-se ao conteúdo dos últimos telefonemas de Renato Seabra, dirigidos à mãe e à irmã: «a comida está com sabor estranho»; «durmo mal»; «sinto-me numa prisão, estou farto».
Aos 20 anos, há quem julgue ter estofo e arrojo psicólogico para levar por diante uma vida fingida, a troco de presentes, mordomias e luxo. E, aos 65 anos, há ainda quem acredite num amor arrebatador e correspondido (não que ele não possa realmente existir, mas apenas porque, no caso em questão, o interesse puro e simples confrontava-se com o amor cego e desmedido).
A corda acabou por quebrar nos dois lados. Enquanto um continuava "à procura do sonho", o outro aguardava juras de amor. Desejos por concretizar e promessas não cumpridas. O fim de um contrato, onde as duas partes ficaram a perder.
Tenha ou não havido provocação, o que pode justificar um acto tão bárbaro e cruel? Para Renato, tirar a vida saberia a pouco. Havia que «livrá-lo dos demónios sexuais». Espancamento, tortura e morte. O criminoso assumiu (ninguém confessa por confessar), tem traços demarcados de insanidade (além da natureza do crime, é impressionante a maneira como, após a morte e já no átrio do hotel, diz à amiga de CC que «ele já nunca mais vai sair deste hotel», sai porta fora e vagueia pela ruas de Nova Iorque) e deu o maior desgosto que alguma vez poderia ter dado a uma mãe.
~
NOTA: reitero a incógnita que paira no final do post anterior (ver abaixo)... Esta história tem mesmo qualquer coisa que não bate certo. Talvez seja o facto de não termos a verdadeira consciência no quão inconsciente o ser humano se pode tornar.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Diz-me com quem andas...

E eis que Carlos Castro (CC) surge morto, num quarto de hotel nova-iorquino, onde estava hospedado com um rapaz de 20 anos, com pretensões de fazer carreira como modelo (e, provavelmente, com muita sede de protagonismo). Independentemente do que se achava ou pensava de CC, intrigam-me as verdadeiras razões que podem levar alguém a matar alguém. Mais: parece demasiado irracional (e ultrapassa a minha compreensão humana) pensar que se pode matar da maneira como se matou - e, como se não bastasse, enveredar pela via da mutilação sexual.
E, daí, talvez não. Foi o próprio amigo de CC que agora, ao saber da morte, tornou público o aviso: «muito cuidado, Carlos... Ele é um miúdo». CC terá ripostado: «tudo bem. Ele tem maturidade». Não sei porquê. Mas há qualquer coisa em toda esta história que ficou por contar.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Razões porque 2010 não foi um ano nada fácil...

A Rana perezi

Era uma contemplação do outro mundo. Não tanto pela quantidade e beleza dos exemplares recolhidos, mas antes porque a probabilidade de pescar achigãs era, a partir daquele momento, maior. Mas não te vou falar da destreza que era prender uma Rana perezi a um anzol fino (n.º 12 ou 14), sem fazer ferimentos de maior (e mantendo-a sempre viva). Simplesmente porque, por vezes, este procedimento corria mal - e a imagem de uma rã esventrada não é, de todo, facilmente digerível. E não me consideres um ser insensível por apanhar rãs para servirem de isco (afinal de contas, havia sempre a possibilidade delas escaparem do anzol, reconquistando a liberdade roubada). Pensa, antes, que na Ásia fazem coisas bem piores com elas.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Antes e depois

Fomos, talvez, a última geração a socorrer-se de um bom punhado de terra para estancar o sangue de uma ferida. Tivemos a felicidade de colar selos, enviar postais, conhecer a exuberância e o som estridente da Famel Zundapp XF, andar de Renault 5, saltar a cerca e desbastar pomares, tomar banho no tanque com água para regar a horta, apanhar azeitona, sentir os pés a esmagarem os cachos de uva dentro do lagar…
Num instante, tudo muda: hoje, joga-se Playstation; os trabalhos de casa fazem-se no Magalhães; os desenhos animados são vistos no You Tube; enviam-se mails e trocam-se mensagens escritas; e, no hipermercado, compram-se a banheira para a criança tomar banhinho, o vinho martelado para satisfazer os caprichos do pai ou do avô, o azeite refinado, os peixes de viveiro engordados com farinhas produzidas a partir de outros peixes…
Esta gente mais nova não sabe, sequer, enfrentar-se olhos nos olhos. Em vez de esboçarem um sorriso, enviam um :-). Estão deprimidos, vão ao Facebook e partilham um :-(. Ficam deveras apaixonados e identificam o seu amorzinho com um ♥ esboçado no ecrã do telemóvel. E só compram roupinhas ® sem saberem o que é comprar ganga da boa nos ciganos.
No meu tempo, isto não era nada assim.
Excesso de velocidade - Radares no Dakar
Estou farta de ler notícias e mais notícias e outras mais que vou encontrando e procurando nelas a resposta para o meu estado abismado desde que aprendi que o Rali Dakar tem zonas "controladas" - o que quer dizer com limite de velocidade e, pelos vistos, só agora se sabe porque só agora uma cambada de pilotos - incluindo o nosso Rúben Faria - foram penalizados por excesso de velocidadade, o que quer dizer que foram caçados na tecnologia mais recente!
Confessem... Radares no Dakar tem o seu quê de irónico...
Pelo que tudo indica, agora o júri, com a ajuda da tecnologia, neste caso, vulgo radares, pode destronar os pilotos em prova. Não passa multa, mas rouba segundos!
Esta cena deve ser orgásmica! Só pode!! Penalizar pilotos no Dakar por excesso de velocidade deve ser orgásmico!!!
Estou indignada porque, agora que fiquei a saber que a organização tem zonas limite de velocidade estabelecidas, não consigo saber qual a velocidade permitida nessas zonas limite e qual a velocidade em excesso do nosso Rúben Faria!
Alguém tem acesso ao manual da organização para me dar a resposta e satisfazer a curiosidade??
Please...
Confessem... Radares no Dakar tem o seu quê de irónico...
Pelo que tudo indica, agora o júri, com a ajuda da tecnologia, neste caso, vulgo radares, pode destronar os pilotos em prova. Não passa multa, mas rouba segundos!
Esta cena deve ser orgásmica! Só pode!! Penalizar pilotos no Dakar por excesso de velocidade deve ser orgásmico!!!
Estou indignada porque, agora que fiquei a saber que a organização tem zonas limite de velocidade estabelecidas, não consigo saber qual a velocidade permitida nessas zonas limite e qual a velocidade em excesso do nosso Rúben Faria!
Alguém tem acesso ao manual da organização para me dar a resposta e satisfazer a curiosidade??
Please...
Zhu Di: direito de resposta

1. Não fiz qualquer julgamento precipitado. Apenas apontei factos - e que, pura e simplesmente, se resumem a isto: as calças estão salpicadas de branco.
2. Não faz sentido provar que o sacana do criminoso sabia que a esfregona estava empestada de lixívia (tal como não faria sentido, para uma pessoa normal, agarrar numa esfregona e passá-la pelas calças de alguém)...
3. ...mas, a avaliar pela tua argumentação, este procedimento é legítimo (desde que o imbecil do arguido tenha a certeza que as calças são de outra marca que não Giovanni Galli).
4. Para que saibas: não são diamantes. Mas são caras que se fartam (a qualidade paga-se Zhu Di, como bem sabes - tu, que admitiste adquirir ganga a 120 euros).
5. Quer-me também parecer que um vinho que custa 1,89 euros não tem muito mais do que água, sulfitos e corante. Por esse preço, nem compensa ao produtor acrescentar-lhe teor alcóolico.
6. Sobre o camarões provenientes de Casal de Cambra: estavam bestialmente bons. Pena que o vinho para os acompanhar não estivesse à altura. Depois envio-te a factura das novas calças da Giovanni, caro Zhu Di.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Lava mais branco

Subscrever:
Mensagens (Atom)